A capital estadual é Salvador. Além dela, há outras cidades influentes como as capitais regionais Feira de Santana, Vitória da Conquista, a conurbação formada por Itabuna e Ilhéus, Barreiras e a conurbação entre Juazeiro e Petrolina,[10] esta última é um município pernambucano e "núcleo" junto com Juazeiro da RIDE Pólo Petrolina e Juazeiro. A essas somam-se por sua população e importância econômica, três municípios integrantes da Grande Salvador: Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho; e os municípios interioranos de Alagoinhas, Jequié, Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Paulo Afonso.
Parte mais antiga e primeiro núcleo de riqueza açucareira da América portuguesa, recebeu a Bahia imenso contingente e enorme influência de trabalhadores compulsórios africanos, trazidos pelos colonizadores europeus para seus engenhos e fazendas, em especial do Golfo da Guiné, das antigamente chamadas costas dos escravos, da pimenta, do marfim e do ouro, no oeste africano, com destaque para o país iorubá e o antigo reino de Daomé. Diferentemente disso, muito depois, o Rio de Janeiro recebeu escravos de Angola e Moçambique. Assim a influência da cultura africana na Bahia permanece em destaque, na música, na culinária, na religião, no modo de vida de sua população, não só ao redor de Salvador e Recôncavo baiano, mas principalmente em toda a longa e bela costa baiana. Um dos símbolos mais importantes do estado, é a da negra com o tabuleiro de acarajé, vestida de turbante, colares e brincos dourados, pulseira, saias compridas e armadas, blusa de renda e adereços de 'pano da costa', a típica 'baiana'.
Foi na Bahia, entre Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro, que a frota de Pedro Álvares Cabral ancorou, no ano de 1500, marcando o descobrimento do Brasil. Em 1º de novembro de 1501, o navegante genovês Américo Vespúcio, a serviço da Coroa portuguesa, descobriu/batizou a baía de Todos-os-Santos, maior reentrância de mar no litoral desde a foz do Rio Amazonas até o estuário do Rio da Prata. A povoação formada nessas margens tornou-se a primeira sede do governo-geral em março de 1549 com a chegada do fidalgo Tomé de Sousa, a mando do rei D. João III de Portugal para fundar a que seria, pelos próximos 214 anos, a cidade-capital da América Portuguesa.
É conhecida como a "A terra da felicidade", isso por causa de sua população alegre e festiva, fatos que contribuem para o seu alto potencial turístico, que vem sendo muito explorado através de seu litoral, o maior do Brasil, da Chapada Diamantina, do Recôncavo e de outras belezas naturais e de valor histórico e cultural.
Apesar de ser a sétima maior economia do Brasil, com o PIB superior a 100 bilhões de reais, são pouco mais de oito mil reais de PIB per capita. Isso gera o quadro em que a renda é mal distribuída, e se reflete no IDH: 0,742 em 2005, o nono pior do Brasil, equivalente ao IDH de 2005 do Sri Lanca, que é o 99º do mundo com 0,743. Além do IDH, reflete também na esperança de vida de 71,4 anos, 12º em 2005 no Brasil, na mortalidade infantil de 34,5 mortes em 2007-2008 a cada mil nascidos, 7º pior do Brasil, e no analfabetismo de 15% da população baiana, 8º pior do Brasil em 2006.
Diversão não vai faltar para quem tem espírito de aventura. Em meio às quedas-d'água e às trilhas selvagens que a chapada Diamantina oferece, há muitas opções de curtição.
Na gruta Lapa Doce, por exemplo, é possível caminhar entre as estalactites e as estalagmites (formações rochosas no teto e no solo) e conhecer um lago subterrâneo com mais de 130 metros de profundidade.
| Fernando Bueno/Folha Imagem |
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| Cachoeira Palmital, parte da paisagem do Parque Nacional da Chapada Diamantina, é uma das atrações do sertão baiano |
A mais famosa e imponente cachoeira da chapada Diamantina é a da Fumaça. Suas águas, que caem de uma altura de mais de 400 metros, transformam-se em vapor e não chegam a tocar o chão. O fenômeno, que acontece de maio a outubro, deu nome ao lugar. Localizada no vale do Capão, a queda-d'água pode ser vista de sua parte superior, após uma trilha de cerca de seis quilômetros. Para vê-la por baixo, é preciso andar por três dias.
Dentro de um cânion há outra maravilha natural: a cachoeira do Buracão e seus poços, onde é possível tomar banhos relaxantes. O cenário também é interessante no Cachoeirão. A cachoeira engana os turistas, dando a impressão que suas várias quedas formam uma única queda enorme.
A gruta do Poço Encantado fica ao final de um difícil caminho de 80 metros, mas o esforço é recompensador: um lago de tonalidade azul, que fica mais bonito nas manhãs de abril a setembro, surge diante dos olhos do visitante. Infelizmente, ali não são permitidos banhos, mas a gruta da Pratinha tem um lago cristalino onde é possível nadar.
Vale a pena conhecer também a gruta Torrinha, que possui raras estalactites de cristal transparente

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